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quarta-feira, 9 de março de 2011

Elaine César: Câncer, Gravidez e Alienação Parental






Elaine César 2011







                                                                                                                     
No día internacional da mulher, o pedido de Thalita desde Espanha e as palavras de Elaine
refletem uma realidade triste e cruel. Ainda temos muito a conquistar, muito a denunciar e muito a ser mudado e transformado.                                                                                                             Não desistamos.
Abraços a todas e todos
Luz Marina

"Queridos amigos, mando novamente o texto do Tadeu Jungle e a "foto de segunda" que é a Elaine César. Amiga querida e minha companheira de trabalho durante mais de 2 anos, a Academia de Filmes. A Elaine está vivendo um momento muito dificil de tremanda injustiça de nossa "justiça brasileira". Claro preconceito à mulher e ao artista, ao câncer que está enfrentando ao mesmo tempo que luta por sua gravidez e por seu filho, qual perdeu a guarda por acusaçoes gravissimas de seu ex marido, pai de seu filho.
Vamos juntar-nos a Elaine nesta luta, fazer com que seu grito seja ouvido por todos. Vamos lutar por um final feliz! por favor, divulguem esta mensagem e seu blog, no facebook, twitter, emails, blog... vamos fazer com que o Brasil conheça o que está acontecendo com ela, inaceitavel nos dias de hoje. Muito obrigada.
Thalita via E-mail.
 
terça-feira, 8 de março de 2011
DIA DA MULHER "Choveram e-mails e mensagens sobre hoje.
Muitos me parabenizando por hoje como se fosse também além mulher, especial.
Talvez o momento que estou passando me torne uma, mas sei que o que vivo faz parte de tantas histórias de tantas mulheres, apesar de nas estatísticas de casos de alienação parental, mais de 90% dos casos de falsas denúncias de abuso sexual e implantação de falsas memórias são mulheres que criam as fantasias quando sentem que seus casamentos estão ameaçados ou já terminados.
Os casos são tão absurdos.
Mas com a inversão de valores, os homens também se colocam na posição que era exclusivamente de mulheres. Hoje atacam por se sentirem feridos, traídos e por não se acharem capazes de recomeçar uma nova vida.
Nas minhas pesquisas, tive contato com vários casos de mulheres que estão sendo injustiçadas em relação a guarda de seus filhos. Na maioria delas são mulheres independentes, inteligentes e com uma carreira sólida. Muitas dessas histórias são conhecidas por todos nós através da mídia.
Outras, tive contato por agora e que me faz ver que realmente são muitas.
Tem uma que não me sai da cabeça. Pós parto teve depressão, séria. O pai e os avós paternos se ofereceram para cuidar da criança, depois de tratada a mãe recuperou o filho. No primeiro final de semana junto com a mãe, foi acusada de ter abusado sexualmente do filho. A criança voltou a viver com o pai e avós. Uma guerra foi instaurada. Essa mãe, também acreditando que tudo isso era um engano não se preparou. Os avós, gente de poder, conseguiu a guarda. Hoje, mais de 2 anos, essa mãe só pode encontrar o filho num lugar do Estado, nem sei como se chama, sendo vigiada por psicólogos, guardas etc. Aguarda que seu caso seja analisado.
Penso nessa mãe quase todos os dias, quero conhece-la.
Ela deve ser homenageada hoje também.
E também mulheres que, mesmo dentro do poder judiciário não se acomodaram com as facilidades que o cargo provem e foram atrás de respostas.Tem uma que esta me iluminando muito nesta pesquisa como Maria Berenice Dias. Advogada, Ex-desembargadora do Tribunal do Justiça do Rio Grande do Sul. Vice Presidente Nacional do Instituto de Direito de Família e Conselheira Editorial da Revista Brasileira de Direito das Famílias e Sucessões.
Não sou panfletista e odeio essas campanhas de uma única causa.
Vejo que Maria Berenice, através de seus textos, consegue traduzir não só a Alienação Parental, mas principalmente a definição da FAMILIA na sociedade atual.
Encara de frente a realidade, desde a violência doméstica até a família formada hoje por relações homossexuais. Direito homo afetivo. O mundo MUDOU! e deve ser encarado assim.
http://www.direitohomoafetivo.com.br/


Passei o dia hoje tentado escrever uma lista de mulheres influentes para mandar um texto no dia de hoje, mas estava mergulhada no texto de Berenice. Por isso, publico os trechos da introdução do livro que é uma coletânea de vários autores sobre o tema.

Parabéns pra nós, mulheres"... continua http://elainecesar.blogspot.com/

WWW.tadeujungle.com.br

terça-feira, 13 de julho de 2010

TODAS AS MULHERES TEM DIREITO A UMA VIDA SEM VIOLÊNCIA


CONVITE DÍA 15 DE JULHO

A deputada Inês Pandeló, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Alerj, convida as instituições e serviços de apoio e proteção às mulheres vítimas de violência e o movimento de mulheres para um encontro nessa quinta-feira.
O objetivo da reunião é analisar não só o caso do assassinato de Eliza Samudio, como também outros casos de violência contra a mulher, e discutir propostas e ações de combate à violência sexista.

A reunião será no dia 15 de julho (quinta-feira), às 10 horas, no Auditório Nelson Carneiro, no prédio anexo da Alerj, na Rua Dom Manoel s/n°, 6° andar.



Mais informações no gabinete, telefone: (21) 25881241



Foto: Imagem Google



segunda-feira, 12 de julho de 2010

"A CADA 2 HORAS, UMA MULHER É MORTA NO BRASIL" - O CASO ELIZA SAMUDIO É O CASO DE MUITAS MULHERES NO BRASIL

 "Uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil, deixando o país em 12° no ranking mundial de homicídios de mulheres. A maioria das vítimas é morta´por parentes, maridos, namorados, excompanheiros ou homens que foram rejeitados por elas" Tatiana Farah, O Globo 11-07-2010 
 
O CORDEL de Salete Maria
diz tudo!!!



Ilustração livrinhos do cordel 



O CASO 'ELIZA SAMUDIO'
E O MACHISMO TOTAL


O caso Eliza Samudio
Que tem chocado o Brasil
Emerge como  prelúdio
De um grande desafio:
Exortar nossa Justiça
Pra deixar de ser omissa
Ante o machismo tão vil!

Trata-se de um momento
De grande reflexão
Pois não basta só lamento
Ou alguma oração
É hora de provocar
Propondo um outro olhar
Sobre processo e ação

Saiu na televisão
Rádio, internet e jornal
Notícia em primeira mão
Toda manchete é igual:
Ex-amante de goleiro
(Aquele cheio de dinheiro!)
Sumiu sem deixar sinal

Muita especulação
- discurso de autoridade-
Uns dizem que é armação
Outros dizem que é verdade
Polícia e delegacia
Justiça e promotoria:
Fogueira de vaidades!

Mei-mundo de advogados
Investigação global
Cada um no seu quadrado
Falando em todo canal
Subjacente a tudo
Um peixe muito graúdo:
Androcentrismo total!

A mídia fala em Bruno
Eliza e gravidez
Flamengo, orgia e fumo
-esta é a bola da vez!-
Tem muito 'especialista'
Em busca de alguma pista
Pra ser o herói do mês

E a história se repetindo
Mudando apenas o nome
Outra mulher sucumbindo
Sob ameaça dum homem
Uma vida abreviada
Cuja morte anunciada
A estatística consome

Assim é a violência
Lançada sobre a mulher
Ela pede providência
E cara faz o que quer
Mas a Justiça, que é lerda,
Machista, 'fazendo merda'
Vem com papo de mané

E oito meses depois
Da 'denúncia' inicial
Que é o feijão com arroz
Do distinto tribunal
Nadica de nada existe
Mas autoridade insiste
Que isto, sim, é  normal:

?A culpa é do Instituto
Que não mandou o exame?
- isto soa como insulto
e daqueles mais infame-
Não era caso de urgência?
-tenha santa paciência!-
Para que serve um ditame?

A moça buscou amparo
Na Justiça do país
Agiu correto, é claro
E esperou do juiz
O tal reconhecimento
Sobre o pai do seu rebento
Tendo a vida por um triz

Também fez comunicado
Ao campo policial
Dizendo que o namorado
Praticou crimes e tal
Buscou as vias legais
Enfrentou feras reais
Terá sido este o seu mal?

Mesmo com a delegacia
Dita especializada
E com toda a apologia
De uma Lei avançada
Faltou ter  a ruptura
Com aquela velha cultura
De que a mulher é culpada

E o cumprimento legal
No caso, muito importante
Seria mais um arsenal
Para enfrentar o gigante
Mudar a mentalidade
De nossas autoridades
É fator preponderante

E para que isto ocorra
Entre outra alternativa
Antes que mais uma morra
E o caso fique à deriva
É preciso compreender
Que Justiça é pra fazer
Enquanto a mulher tá viva!

Sei que nada justifica
Que haja tanta demora
E enquanto o caso complica
A  vítima 'já foi embora'
Sem medida protetiva!
Sequer prisão preventiva!
Quanta inoperância aflora!

Se o exame era necessário
À elucidação do crime
O Estado-perdulário
Neste campo fez regime
Ficando no empurra empurra
No velho: ''mulher é burra,
e joga no outro time?

Todo crime tem problemas
De toda diversidade
Assim como há esquemas
Também há dificuldades
Mas pra mim é evidente
Que o machismo presente
Premia a impunidade

Machismo compartilhado
Por gente de toda cor
Do goleiro ao empregado
Do primo ao executor
Autoridades também
Implicitamente têm
Um machismo inspirador

Cada 'doutor' se expressa
Centrado no  garanhão
É o mote da conversa:
Fama, grana e traição
Ao se referir a ela
Falam da menina bela
Que fez filme de tesão

Falta a compreensão
Da questão relacional
Gênero, classe, profissão
Cor e status social
O processo é narrativa
Que emerge da saliva
Falocêntrica-legal

E ainda que alguns digam
?Oh, Eliza, coitadinha?
E suas doutrinas sigam
Desvendando pegadinhas
A escola dogmática
Do direito-matemática
Perpetua ladainhas

Processo judicial
Só serve para punir?
Havia tanto sinal...
Não dava pra prevenir?
E a tal ação civil?
Alimentos deferiu?
Para o bebê consumir?

É um momento de dor
Para a família dos dois
O caso é multifator
Não basta dar nome aos bois
A lógica policial
Cartesiana e formal
Festeja tudo depois

Por isso se faz urgente
Conjugar gênero e direito
Pois um trabalho decente
Que surta algum efeito
Não se limita a julgar
Mas também a estudar
O cerne do preconceito

Homens que matam mulheres
Em relações de poder
Isto tem se dado em série
Mas é preciso entender
Que subjaz ao evento
Um histórico comportamento
Que vai construindo o ser

A nossa sociedade
Apesar da evolução
Reproduz iniquidade
E também muita opressão
Homem que bate em mulher
- E ?ninguém mete a colher? -
Sempre foi uma 'lição'

Aprendida por goleiros
Delegados, professores
Motoristas, marceneiros
Pedreiros e promotores
Garçons e malabaristas
Médicos e taxistas
Juízes e adestradores

Por isto em nossos dias
De conquistas sociais
De novas filosofias
Direitos especiais
Não podemos aceitar
Justiça só pra apurar
Crimes tão excepcionais

Que a Justiça também
Sirva para (se) educar
Chega deste nhém-nhém-nhém
Deste eterno blá-blá-blá
A Lei Maria da Penha
Existe pra que não tenha
Tanta morte a lamentar!!!

Salete Maria
www.cordelirando.blogspot.com

quarta-feira, 7 de julho de 2010

NÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER


















Foto: Internet - Campanha violência contra a mulher na Alemanha

Comparto e assino.
Basta de silêncios.
Silênciar é permitir..

Por mim, por nós e pelas outras

Não à violência contra a mulher

A aprovação da Lei Maria da Penha foi um avanço ao tornar crime a violência contra as mulheres. Entretanto, não haverá segurança de fato, enquanto prevalecer a cultura que legitima o poder do homem sobre a mulher, em relações hierarquizadas nas quais é frequente o uso da violência, por parte dos homens, para impor sua vontade.

No primeiro semestre de 2010 foram noticiados vários casos no Estado do Rio de Janeiro, sendo o mais recente o desaparecimento de Eliza Samudio, 25 anos, ex-namorada que vinha tentando provar que o goleiro do Flamengo, Bruno, era pai de seu filho.
Em outubro do ano passado, Eliza Samudio apresentou queixa contra Bruno na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, por sequestro, ameaça e agressão. Em seu depoimento afirmou que Bruno e dois amigos a obrigaram a ingerir remédios abortivos e que o goleiro fez ameaças com uma arma apontada para sua cabeça.
Na ocasião, o laudo do Instituto Médico Legal apontou "vestígios de agressão". A delegada Maria Aparecida Mallet chegou a pedir medidas protetivas que impediam Bruno de aproximar-se mais do que 300 metros com relação a Samudio e sua família.

As providências tomadas pela vítima, não foram suficientes para proteger sua vida, e Samudio encontra-se desaparecida há mais de 3 semanas. A notícia vem dominando a imprensa. Entretanto, outros casos de violência praticada por companheiros contra mulheres vêm à tona ao mesmo tempo:

*Orestina Soares, de 53 anos, foi morta a pedradas por seu namorado em Duque de Caxias;

*Antônia Eliane Farias, em novembro do ano passado, foi torturada por seu ex-marido com mais de 30 facadas pelo corpo e em conseqüência está obrigada a usar próteses e caminhar com a ajuda de muletas;

*Dayana Alves da Silva, 24 anos, morreu após dois meses de internação, em conseqüência de queimaduras provocadas por seu ex-marido enquanto trabalhava, no Engenho de Dentro. Esta jovem já havia registrado três ocorrências contra o ex-marido em uma DEAM, inclusive no dia anterior ao crime, sem que qualquer providência fosse tomada.

Temos acompanhado estarrecidas o caso ocorrido em São Paulo, do desaparecimento e assassinato de Mércia Nakashima, em que o principal suspeito é seu ex-namorado.
Em Lauro de Freitas, Bahia, no dia 17 de abril, Mônica Peixinho, 28 anos, foi encontrada morta com um tiro na nuca. O principal suspeito do assassinato é seu companheiro, que continua solto.

Estes e tantos outros casos de violência contra mulheres Brasil a fora, que na maior parte das vezes não são noticiados pela grande imprensa, atestam que a segurança para nós mulheres, depende da aplicação da Lei Maria da Penha sem exceções. Atestam também que esta indigna realidade não mudará enquanto persistir a impunidade dos criminosos e a banalização desses eventos; enquanto não houver acesso a profissionais capacitadas (os) para um atendimento digno e eficiente para as vítimas que chegam às DEAMS com sua denúncia, reunindo uma coragem que muitas vezes lhes falta; enquanto o Estado não for capaz de garantir a segurança das mulheres que tentam romper o ciclo de violência.

No Brasil, torna-se imperativo que as medidas protetivas sejam efetivamente implementadas. As mulheres têm o direito de contar com a proteção da Polícia, e com o acompanhamento jurídico e psicológico por parte do Estado. Faz-se urgente a criação dos Juizados Especiais de Violência Doméstica e Intrafamiliar como ferramenta essencial para coibir estes casos. Estas são medidas previstas na Lei Maria da Penha, que não estão sendo implementadas. É tempo de questionar a cultura e os valores, cotidianamente ensinados em nossa sociedade, de que os corpos e as vidas das mulheres possam estar ‘a disposição de homens, sejam estes pais, padrastos, amantes, namorados, amigos, companheiros...

Até quando nossa sociedade aceitará essas injustificáveis violências, agressões, torturas e mortes de mulheres? Até quando permitiremos que o relacionamento amoroso seja usado como justificativa para manter posse, poder e domínio sobre as mulheres?
Uma velha frase feminista infelizmente não perdeu sua atualidade: QUEM AMA NÃO MATA!
Em nossa sociedade está provado: O MACHISMO MATA!!!
Por isso devemos nos unir e espalhar por todos os cantos deste país: Basta de machismo! Basta de violência! Basta de mortes!!
POR MIM, POR NÓS E PELAS OUTRAS: NÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER!
 

Assinam:Articulação de Mulheres Brasileiras – AMB
Asplande – Assessoria e Planejamento para Desenvolvimento
Casa da Mulher Trabalhadora – CAMTRA
COMZO – Conselho de Mulheres da Zona Oeste
Instituto Equit – Gênero, Economia e Cidadania Global
REDEH – Rede de Desenvolvimento Humano

O manifesto já está no Petition Online para facilitar o processo de adesões: http://www.petitiononline.com/mulher8/petition.html

domingo, 28 de março de 2010

Cartilha Violência contra a Mulher








LANÇAMENTO DA CARTILHA DA POLÍCIA CIVIL SOBRE
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER


no CEDIM - Rua Camerino, 51 - centro do Rio
dia 30 de março de 2010 às 11:00 horas