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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

MEDO DA VIDA


"Quantas pessoas que se quiseram suicidar
 se contentaram em rasgar a própria fotografia!"
Jules Renard


Prevenção nunca é demais
 
SUICÍDIO um tema que não deveria ser tabu, uma realidade muito frequente no Brasil, pais que ocupa  o triste oitavo lugar com mais suicídios no mundo, com dados   assim devemos fazer um alto e pensar no que esta acontecendo, porque esta acontecendo, com quem acontece e como fazer para não continuar acontecendo.                                                                                     A ideia suicida surge como resposta a estados de impotência, sentimentos de rejeição, perda, solidão, vergonha e culpa dentre outros. Transtornos psicológicos como os transtorno de humor (transtorno bipolar, distimia, e depressão maior), psicoses, transtornos de ansiedade, demências e transtornos de personalidade podem agravar o processo de ideação suicida, quadro que também pode estar associados à dependência de drogas, álcool e a fatores como: perdas afetivas, financeiras, doenças graves, envelhecimento, históricos de abandono, negligencia, abuso, suicídio de algum familiar ou pessoa significativa seja de forma afetiva ou introjetada. A morte vista como forma de alivio e como fuga alimentam o pensamento suicida.                                                                                                                            Na prática clinica, observa-se um aumento de pacientes com grandes dificuldades de enfrentamento, pessoas com muito medo de expor anseios e medos. Anseio do anseio e medo do medo.        O estresse, o foco no TER e não, no SER, a pressa, o controle, as frustrações fazem parte de um cotidiano que achamos "normal". Cada vez temos maiores dificuldades de falar de nós, falamos da vida como se a vida não fosse nossa, a vida vivida e sentida como fonte de problemas e de sofrimento. Temos medo de expor nossos anseios pensando que podemos ser julgados, criticados, maltratados ou não entendidos, e assim ficamos na superfície, no isolamento, na vitimização, assim a senhora  depressão vai ganhando espaço e assim começamos a perder.

OUTROS OLHARES comparte hoje três olhares que convidam à reflexão. O primeiro OLHAR, a frase que inicia esta publicação do novelista e dramaturgo francês Jules Renard (1864/1910), o segundo OLHAR, o relatório da Organização Mundial da Saúde e o terceiro OLHAR, o olhar preventivo da Associação Brasileira de Psiquiatria ABP, uma cartilha que merece ser divulgada. Seguem os links no final do texto.
Abraços a todas e a todos. Hoje sexta-feira, um dia para agradecer, viver e lembrar que mesmo na dificuldade  A VIDA é bonita demais.. 
Luz Marina


Jules Renard
"Quantas pessoas que se quiseram suicidar se contentaram em rasgar a própria fotografia!"Jules Renard

Brasil é o 8º país com mais suicídios no mundo, aponta relatório da OMS

 "Novo relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde, a OMS, chama a atenção de governos para o suicídio, considerado “um grande problema de saúde pública” que não é tratado e prevenido de maneira eficaz.

Segundo o estudo, 804 mil pessoas cometem suicídio todos os anos – taxa de 11,4 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes. De acordo com a agência das Nações Unidas, 75% dos casos envolvem pessoas de países onde a renda é considerada baixa ou média.

O Brasil é o oitavo país em número de suicídios. Em 2012, foram registradas 11.821 mortes, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres (taxa de 6,0 para cada grupo de 100 mil habitantes). Entre 2000 e 2012, houve um aumento de 10,4% na quantidade de mortes – alta de 17,8% entre mulheres e 8,2% entre os homens. O país com mais mortes é a Índia (258 mil óbitos),  seguido de China (120,7 mil), Estados Unidos (43 mil), Rússia (31 mil), Japão (29 mil), Coreia do Sul (17 mil) e Paquistão (13 mil).

O levantamento diz ainda que a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio e apenas 28 países do mundo possuem planos estratégicos de prevenção. A mortalidade de pessoas com idade entre 70 anos ou mais é maior, de acordo com a pesquisa.

Dificuldades
Para a OMS, o tabu em torno deste tipo de morte impede que famílias e governos abordem a questão abertamente e de forma eficaz. “Aumentar a conscientização e quebrar o tabu é uma das chaves para alguns países progredirem na luta contra esse tipo de morte”, diz o relatório.

O estudo da OMS aponta que os homens cometem mais suicídio que as mulheres. Nos países ricos, a taxa de mortalidade de pessoas do sexo masculino é três vezes maior que a de óbitos envolvendo o sexo feminio.

Sobre as causas, o relatório afirma que em países desenvolvidos a prática tem relação com desordens mentais provocadas especialmente por abuso de álcool e depressão. Já nos países mais pobres, as principais causas das mortes são a pressão e o estresse por problemas socioeconômicos.

Muitos casos envolvem ainda pessoas que tentam superar traumas vividos durante conflitos bélicos, desastres naturais, violência física ou mental, abuso ou isolamento.

Resposta nacional
De acordo com a OMS, uma maneira de dar uma resposta nacional a este tipo de morte é estabelecer uma estratégia de prevenção, como a restrição de acesso a meios utilizados para o suicídio (armas de fogo, pesticidas e medicamentos), redução do estigma e conscientização do público. Também é preciso fomentar a capacitação de profissionais da saúde, educadores e forças de segurança, segundo o estudo.

Para a agência, os serviços de saúde têm que incorporar a prevenção como componente central. “Os transtornos mentais e consumo nocivo de álcool contribuem para mais casos em todo o mundo. A identificação precoce e eficaz são fundamentais para conseguir que as pessoas recebam a atenção que necessitam”.

Fontes: http://www.abp.org.br/portal/conheca-a-cartilha-para-combater-o-suicidio/
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/09/brasil-e-o-8-pais-com-mais-suicidios-no-mundo-aponta-relatorio-da-oms.html 

domingo, 22 de maio de 2011

SENTIDOS


" Há duas maneiras de pensar a vida;
Poder seguir lamentando pelo sentido que a vida não teve ou aproveitar o
máximo aquilo que ela te apresenta"
Texto do video enviado por Maria Gabriela Lima, um outro olhar, um SENTIR.
 

"De todos os sentidos, a vista é o mais superficial. O ouvido, o mais orgulhoso. O olfato, o mais voluptuoso. O gosto, o mais inconstante. E o tato, o mais profundo". Diderot



domingo, 8 de maio de 2011

DELICIA DE AMOR MATERNO E PATERNO

Foto Facebook.
Esta foto postada no Facebook de uma família da cidade de Colombus, estado de Ohio nos (USA) foi realizada para ajudar arrecadar fundos. A mãe tem que mudar seus seis filhos com cerca de 50 fraldas, por dia os sêxtuplos  consomem cerca de 30  garrafas de leite, esta família  vive com um salário. Não foto não dai para perceber os apertos e o trabalho cotidiano, os gestos de ternura, paz , amor e tranquilidade falam mais alto e nos convida neste dia a refletir sobre o amor materno e paterno,  me permito citar aqui o hermoso texto do Professor da USP, Moacir Gadotti no artigo: AMOR PATERNO - AMOR MATERNO
O quanto é necessário - O quanto é insuficiente.


" O amor paterno/materno é uma conquista não só acessível a todos. Ele tem características tão comuns que quando falamos do nosso amor estamos falando também do amor de outros. Se ele não é certamente um instinto, mas uma conquista, ele só pode ser uma conquista porque potencialmente ele se encontra em todos os seres humanos. Todos somos capazes de amar. Se não estamos amando num certo momento, não significa que o amor não existe dentro de nós. No fundo, ao amar alguém, estamos amando o amor que está sempre dentro de nós.." 
veja: http://www.paulofreire.org/pub/Institu/SubInstitucional1203023491It003Ps002/Amor_paterno_amor_materno_1997.pdf

Feliz dia das mães para as mães e pais que amam, cuidam e acolhem com seu amor materno e paterno.

Meu abraço para todas e todos.

Luz Marina

quarta-feira, 27 de abril de 2011

VOCABULÁRIO FEMININO

Foto Arquivo Luz Marina
PALAVRA DE MULHER... 
Seja na minha vida pessoal ou na terapia sou fascinada pelo poder da palavra na boca da mulher. Segundo o momento, a necessidade, o desejo, as possibilidades ou as dificuldades, as palavras são faladas, colocadas, reinventadas, afirmadas, negadas e VIVIDAS.
Palavras como culpa, intuição, desejo, amor, medo, raiva, responsabilidade e desejo dentre outras, pulam, crescem, intimidam, vai e voltam.
Estou reeditando este post com o maravilhoso texto de Leila Ferreira, um OUTRO OLHAR.  
Abraços
Luz Marina

Vocabulário feminino

Leila Ferreira
"Se eu tivesse que escolher uma palavra – apenas uma –
para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje,
essa palavra seria um verbo de quatro sílabas:
descomplicar.
Depois de infinitas (e imensas) conquistas, acho que está
passando da hora de aprendermos a viver com mais leveza:
exigir menos dos outros e de nós próprias, cobrar menos,
reclamar menos, carregar menos culpa, olhar menos para o
espelho.
Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para
chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos
e merecemos – ter.
Mas há outras palavras que não podem faltar no kit
existencial da mulher moderna.
Amizade, por exemplo. Acostumadas a concentrar nossos
sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas,
acabamos deixando as amizades em segundo plano.
Incorpore ao seu vocabulário também duas palavras que têm
estado ausentes do cotidiano feminino:
pausa e silêncio.
Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes
por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia – não
importa – e a ficar em silêncio.

Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, contar até
100 antes de uma decisão importante, entender melhor os
próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio
quando é preciso.

Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o
verbo rir. Não há creme anti-idade nem botox que salve a
expressão de uma mulher mal-humorada.
Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas
do nosso dia a dia.

Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste
atenção na conversa de duas crianças, marque um encontro
com aquela amiga engraçada – faça qualquer coisa, mas ria.
O riso nos salva de nós mesmas, cura nossas angústias e
nos reconcilia com a vida.
 

Outro vocabulário: gentileza. Ter classe não é usar roupas
de grife: é ser delicada. Saber se comportar é infinitamente
mais importante do que saber se vestir.
Vamos resgatar aquele velho exercício que anda esquecido:
aprenda a se colocar no lugar do outro, e trate-o como você
gostaria de ser tratada, seja no trânsito, na fila do banco,
na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado,
na academia.
E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que
deveriam ser indissociáveis da vida:
sonhar e recomeçar.
Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana
na praia, o curso que você ainda vai fazer, a promoção que
vai conquistar um dia ... sonhar é quase fazer acontecer.
Sonhe até que aconteça. E recomece, sempre que for
preciso: seja na carreira, na vida amorosa, nos
relacionamentos familiares. A vida nos dá um espaço de
manobra: use-o para reinventar a si mesma.
E, por último (agora, sim, encerrando), risque do seu
Aurélio a palavra perfeição.

O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades,
inseguranças, limites.

Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita, a
dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a
esposa nota mil.

Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar
ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não
arrepiam, bumbum que encara qualquer biquíni.
Mulheres reais são mulheres imperfeitas.

E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres
livres.  Viver não é (e nunca foi) fácil, mas, quando se elimina o
excesso de peso da bagagem (e a busca da perfeição pesa
toneladas), a tão sonhada felicidade fica muito mais possível".










sábado, 2 de abril de 2011

REALIZAÇÃO: "ANTES TARDE DO QUE NUNCA"

Foto-Luz Marina/ Escola Municipal em Laranjeiras-RJ


Após de assistir a este vídeo do YouTube, fechei meus olhos e tentei imaginar Janey Cutler com 40 anos de idade “cantarolando” pelos cantos da sua casa com essa sua voz potente, talvez cantando sozinha na cozinha, cantando para seus filhos ou para seus amigos, talvez  sonhando ser famosa ou simplesmente cantar.

Ela aparece plena nos seus 80 anos de idade, serena, orgulhosa, dona do seu nariz e das suas respostas. Esta mulher avó de treze netos e bisavó de quatro bisnetos descreve-se como uma mulher com uma vida ótima, sete filhos, momentos difíceis, mas uma vida feliz SEM ARREPENDIMENTOS...
Que maravilha!!! Viver e poder dizer “ANTES TARDE DO QUE NUNCA”, e que espetáculo viver e poder REALIZAR aquilo que a gente quer..

A palavra REALIZAÇÃO aprece no cotidiano de nossas vidas algumas vezes acompanhada do auto-reconhecimento, da auto-aceitação, da auto-estima, das conquistas, dos sonhos e lamentavelmente outras bem perto do medo, da frustração, da impotência, da desesperança, da desconfiança, do comodismo, da negação, das auto-limitações, da indiferença, da impotência, da tristeza e da depressão.

Realizar diz de um movimento, de uma escolha, de uma decisão, de uma ação...
Auto – realização é um sentimento internalizado do reconhecimento dos nossos movimentos, nossas escolhas e do nosso agir, sentimento que valoriza o reconhecimento de nossas necessidades, desejos, sonhos, objetivos e metas.

Janey Cutler cantou...
“Não teremos nenhum arrependimento...oh, a vida continua...”
Abraços e que seja abril um mês de muitas realizações
Assista:http://www.youtube.com/watch?v=8ADvp6fkMyQ&feature=autofb

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

FELICIDADE



Hoje acordei muito cedo e olhei pela janela o Cristo Redentor, as cores do céu e senti o cheiro da chuva de ontem ..ah isso é felicidade.
Um momento.. um sentir...
Agradeço ao universo.

Lembrei de Tom Jobim e Vinicus e do artigo que Maria helena Henriques enviou já alguns dias e decidi compartir com vocês este momento de felicidade matutina. Abraços
Luz Marina



Felicidade acontece de dentro para fora, afirmam especialistas
HELOÍSA NORONHA

Fonte: Internet
O que é felicidade? Você já se fez essa pergunta? A que conclusão chegou? É possível que ela esteja correta, pois a resposta pode, sim, ser subjetiva – afinal, nem os filósofos mais famosos do mundo, com seus longos discursos e ensaios, conseguiram chegar a um consenso. Teorias à parte, conversamos com alguns especialistas respeitados para apresentar versões modernas – e um tanto práticas – sobre o que é felicidade, palavrinha bonita que todo mundo, sem exceção, quer experimentar o significado.
Para Ana Maria Rossi, presidente da Isma Brasil (International Stress Management Association), a felicidade é um estado “interno” que traz tranquilidade, harmonia e a sensação de paz. “Ela acontece de dentro para fora, ao contrário da alegria, que ocorre de fora para dentro e depende de situações externas, como a compra de uma casa nova ou a aprovação em um concurso público”, explica. Já Rebeca Fischer, instrutora da Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística (SBPNL), encara a felicidade como um conjunto de estados positivos. “Por esse motivo ela parece ser instável. Em um dia, por exemplo, estamos mais insatisfeitos com nossa vida profissional ou relacionamento amoroso e isso nos desequilibra. Só que a felicidade não se perde, o que perdemos é o foco. Se estamos centrados nos estados positivos, conseguimos encontrar recursos para melhorar a área da vida que não está tão legal”, acredita.


Na opinião de Ana Maria Rossi, da Isma Brasil, a felicidade depende basicamente de três ingredientes. O primeiro é a fé, independentemente da religião. “E nesse quesito as mulheres saem na frente, pois são mais espiritualizadas do que os homens, que demonstram enorme resistência em acreditar ou admitir que acreditam em alguém ou alguma coisa”, pondera. O segundo fator é a esperança. “O otimista, mesmo em meio às dificuldades, vê luz no fim do túnel. O pessimista até enxerga essa luz, mas ouve o trem vindo em sua direção”, compara. O terceiro ingrediente é a harmonia. Se a pessoa tem equilíbrio emocional, ela deseja ser melhor – e também busca uma vida melhor. Se está fora do eixo, preocupa-se mais em ter, procurando a felicidade fora dela. “É comum, nesses casos, comer mais, beber mais e comprar mais para compensar o vazio”, diz Ana Maria.

Outro fator imprescindível, de acordo com os especialistas, é a autoestima. Quem tem uma autoestima elevada – e um bom nível de autoconhecimento – se sente mais merecedor da felicidade. “Esse é o caminho para se viver melhor e mais feliz. Quando conhecemos nossas fraquezas, forças e virtudes pessoais podemos maximizar o nosso potencial, canalizando para viver uma vida mais plena, positiva e feliz. Estudos demonstram que o otimismo pode ser aprendido e que as pessoas otimistas são mais felizes”, avisa a psicóloga Sâmia Aguiar Brandão Simurro, vice-presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV). “Ter autoestima é se gostar, se respeitar e se valorizar. A pessoa se cuida melhor e, portanto, filtra os acontecimentos e guarda apenas o melhor para si”, diz Leonard Verea, psiquiatra italiano radicado em São Paulo, diretor do Instituto Verea. “Quem tem autoestima define com mais propriedade o que é bom para si mesmo, não fica surfando na onda alheia, percorrendo caminhos indicados por outrem que não lhe causem satisfação ou atendam aos seus anseios. E conhece seus limites, não gerando expectativas inalcançáveis, que acarretam frustração”, completa Regina Maria Azevedo, especialista em comunicação neurolinguística e autora do livro “Prazer em Conhecer-se” (Ed. Alemdalenda).

País mais feliz do mundo

O Brasil é o 12º país mais feliz do mundo, segundo pesquisa Gallup feita pela revista “Forbes” em 155 países e publicada este ano. As perguntas, segundo a revista, levaram os entrevistados a avaliar sua satisfação geral com suas vidas. Depois, foram feitas perguntas específicas a respeito do passado recente com o objetivo de classificar os entrevistados em três graus de satisfação - da felicidade ao sofrimento. A Dinamarca é a líder do ranking, seguida de Finlândia, Noruega, Suécia e Holanda. Mas o que explica um país com temperaturas abaixo de 20 graus, invernos longos e altas cobranças de Imposto de Renda ser o mais feliz do planeta? Segundo os pesquisadores, a resposta em relação à satisfação geral está relacionada com a riqueza do país. Porém, ao se referir ao passado recente, a felicidade reflete mais a satisfação das necessidades psicológicas e sociais, e não necessariamente o bem-estar econômico. Assim fica mais fácil de entender: em Copenhague, capital dinamarquesa, é comum ver as pessoas sorridentes andando de bicicleta pelas ruas bem cuidadas e seguras, sem medo de caminhar à noite ou aflitas e apressadas, como se vê nas grandes metrópoles, entre elas São Paulo e Nova York.

Síndrome da procrastinação

O conceito de felicidade se modifica entre as faixas etárias. “Conforme amadurecemos, mudamos nossos objetivos. Aos 17 anos, eu queria me formar em medicina para salvar o mundo. Hoje, com mais de 30 anos de experiência, se consigo atender bem quem me procura, me dou por satisfeito”, brinca Leonard Verea. “As demandas também variam. Ora focamos no amor, ora no trabalho, ora na família, ora no desenvolvimento mental ou espiritual, de acordo com o momento que atravessamos”, ressalta Regina Maria Azevedo.

É comum, entretanto, conhecer pessoas que estão sempre procrastinando o momento ideal para se sentirem felizes. São aquelas que acreditam que somente estarão bem quando emagrecerem, terminarem a faculdade, se aposentarem, subirem ao altar, encontrarem o príncipe encantado. “Essa procrastinação está diretamente ligada ao medo da mudança. Isso porque mudanças requerem atitudes de movimento, o que dá trabalho e pode causar insegurança. Então as pessoas se recusam a fazer as pequenas mudanças que melhorariam seu estado atual e procrastinam a vida, esperando a chegada desses grandes marcos sociais. É preciso ser feliz agora, hoje, como se está, seja desempregado, solteiro, com dívidas, acima do peso. Se consigo ser feliz, assim tenho forças para realizar as mudanças que acredito necessárias para aumentar ainda mais a minha felicidade”, ressalta Rebeca Fischer, da SBPNL.

Muita gente tem a impressão de que o estresse do dia a dia (leia-se trânsito, excesso de trabalho, contas atrasadas, cansaço, noites mal dormidas) possui o poder de contaminar a nossa felicidade. Porém, os especialistas são unânimes em afirmar que o modo de contornar tudo isso é ter foco no que é importante. Exemplo? Se eu saio do trabalho e vou para a casa focando no filme que vou assistir com minha família e na boa noite de sono que terei, é certo que não vou deixar que o trânsito ou a agressividade dos outros motoristas me distraiam desse objetivo. Não é fácil manter esse foco, exige treino, mas é possível e muito benéfico. “O ser humano precisa de ideais, sempre, e demonstrar gratidão a tudo que se produz – seja um café da manhã, um filho, uma flor, um texto, uma roupa, um automóvel. E ter respeito a si próprio e aos outros com suas diferenças”, aconselha Regina Maria Azevedo. “Assim aprendemos a gostar mais de nós mesmos, a conviver com o outro, já que ninguém se basta sozinho, e a aceitar todas as cores e sabores que a vida tem para nos oferecer.”

Dinheiro traz felicidade?

Os especialistas são unânimes em dizer que quanto menos felizes as pessoas são, mais se tornam dependentes do aspecto financeiro, ou seja, passam a valorizar mais os bens materiais, o status e a aparência. Às vezes, nem usufruem de tudo isso, já que a felicidade, vale a pena ressaltar, é um estado de espírito e depende de fatores internos. Existem evidências científicas de que dinheiro não traz felicidade. A psicóloga Sâmia, da ABQV, cita o livro “A Ciência da Felicidade” (Ed. Campus), de Sonja Lyubomirsky, professora de psicologia da Universidade da Califórnia (EUA). “Na obra ela cita um fenômeno humano chamado de adaptação hedonista, que explica que nos adaptamos facilmente às mudanças e logo após retornamos ao estado de felicidade anterior. Por exemplo, se ganhamos na loteria muito dinheiro, ficamos por um período muito felizes. Porém, passado algum tempo, tendemos a nos acostumar a essa nova condição financeira e retomamos o nosso estado de humor anterior. Por isso, a situação financeira em que nos encontramos, desde que tenhamos o básico para garantir nossa sobrevivência, não nos torna mais felizes”, esclarece.

Para endossar essa linha de pensamento, um estudo realizado nos Estados Unidos concluiu que gastar dinheiro em experiências – férias ou festas, por exemplo – faz as pessoas mais felizes do que a compra de bens materiais. Isso porque, afirmam os psicólogos da Cornell University, em Nova York, entidade que capitaneou o estudo, o ser humano tende a comparar seus bens com os de outras pessoas. Já as experiências trazem mais satisfação, pois são mais pessoais e difíceis de serem comparadas. Imagine que você compra uma TV LCD e vibra com a nova aquisição. Mas, quando você vai à casa de um amigo, descobre que ele tem uma TV melhor que a sua. Isso pode ser decepcionante. Mas, se você viajar de férias para o Caribe e o seu amigo também, você terá as suas recordações e impressões do local – uma conexão única e que ninguém tem, que torna suas férias especiais.

Carpe diem

Segundo o neurologista Ricardo Afonso Teixeira, do Instituto do Cérebro de Brasília (ICB), o tempo todo somos bombardeados, principalmente pela mídia, pela sensação de que ainda nos falta alcançar uma parte da vida. E ela inclui, é óbvio, carros e bens materiais. “Os pessimistas e os que não gozam de uma boa autoestima logo vão olhar para a parte vazia do copo. Os otimistas vão analisar a parte cheia e enxergar tudo o que tem de bom, e isso lhes traz felicidade”, destaca o médico. “Meu conselho sincero é apertar o famoso botãozinho do ‘F’”, dispara Verea, lançando mão de uma conhecida expressão impublicável. “É bom ser um pouco egoísta ao viver a própria vida, vivendo conforme se deseja, pois ninguém tem certeza do amanhã”, completa. Resumindo: “Carpe diem!”.

A sociedade nos ensina a comemorar grandes ocasiões, mas devemos comemorar pequenas vitórias, como acordar de manhã com saúde e disposição para viver mais um dia. Essas pequenas vitórias ajudam a reconhecer a felicidade em vez de buscar fatores externos. O neurologista Ricardo Teixeira lembra um estudo publicado há cerca de dois anos pelo “British Medical Journal”, que conclui que o nosso estado de felicidade é um fenômeno de rede social, ou seja, depende do grau de felicidade das pessoas com as quais estamos conectados. Emoções positivas e o sorriso podem ser vistos do ponto de vista evolutivo como um mecanismo que facilita as relações sociais ao promover sentimentos prazerosos nos outros, recompensar os esforços alheios e encorajar a continuidade da relação social. Assim, o sucesso da espécie humana depende de sua capacidade de fazer relações sociais

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

EU QUERO VOAR

Imagem Google

O ano novo chegou e estou iniciando 2011 com muita vontade de VOAR. eu quero voar baixinho, voar alto, voar por todos os cantos, voar para me ver e para ver, voar para me sentir e sentir, quero seguir voando para não perder minhas fantasias, minha imaginação e meus sonhos e nos preparativos deste vôo encontrei Clarice Lispector minha sempre companheira de viagem, ah como ela sabe escrever dessa nem sempre reconhecida liberdade de nos ACEITAR e RESPEITAR.
Abraços e um 2011 com muito crescimento.
Luz Marina
   
"Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!"
Clarice Lispector

Outros textos de Claríce

Recibi este maravilho filme enviado por  Elke Schulze , obrigada Elke,  continuemos voando juntas...


 

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

PALAVRA DE MULHER ...(1)

(Virginia Wolf/ 1882-1941)

"Sinto..no mais íntimo de minha mente, 
que sou capaz de delinear 
um novo método crítico: 
algo menos rígido e formal. ...
E como, pergunto a mim mesma,
poderia fazê-lo?
Deve haver algum meio mais simples,
mais sutil, mais acurado 
de escrever sobre livros, 
como sobre pessoas, 
se pelo menos 
eu pudesse descobri-lo."

Virginia Wolf.
Diário de uma escritora

sábado, 2 de outubro de 2010

MUDANÇA E TRANSFORMAÇÃO

Imagem Google
“Consideremos a vida um processo
de escolhas, uma em seguida à outra.
Em cada ponto, há uma escolha de
progressão e uma escolha de regressão.
Pode haver movimento para a
defesa, para a segurança, para o medo,
mas no lado oposto há a escolha
do desenvolvimento. Escolher o
desenvolvimento em vez do medo,
uma dúzia de vezes por dia, é
mover-se uma dúzia de vezes por dia
no sentido da AUTOTRANSFORMAÇÃO”.

Abraham Maslow 

Psicólogo americano, conhecido pela proposta hierarquia de necessidades de Maslow. 

sábado, 11 de setembro de 2010

O CORPO QUE QUEREMOS SILENCIAR


AVISO NA PORTA DE UM CONSULTÓRIO
" O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza
O coração enfarta quando chega a ingratidão.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a"criança interna" tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
O plantio é livre, a colheita, obrigatória...
Preste atenção no que você esta plantando,
pois será a mesma coisa que irá colher!
ESCUTE SEU CORPO"
Enviado via e-mail. (Mirtha Ghiglione).- fonte internet

Nosso corpo fala de forma permanente: dor de cabeça, tensões, dores musculares, cansaços entre outros acompanham nosso cotidiano. Algumas vezes preferimos não escutar e evadimos o contato com nosso corpo, seja postergando ou  lhe ignorando. Quando não escutamos nosso corpo ele responde intensificando os sintomas físicos e emocionais e a conta sempre chega,  manifesta-se na doença.

Tiago Gomes também enviou um texto para o blog "Outros Olhares",  comparto porque acredito no que ele diz sobre o tempo como desculpa para não cuidar de nós e acredito no poder da massagem terapêutica para relaxar e aliviar as dores e seu trabalho. Tiago aplica técnicas de massoterapia, cromoterapia, aroma terapia, reeducação alimentar e SHIATSU ENERGÉTICO entre outras técnicas que nos ajudam a entrar em contato com nosso corpo e a criar uma escuta do corpo que só traz saúde e presença a nossas vidas.

Tiago em seu texto diz: “È verdade que atualmente as obrigações cotidianas, sejam elas no trabalho, na família, nos relacionamentos e outras situações, só aumentam nossos níveis de estresse, falamos o tempo tudo que não temos tempo para cuidar de nós, convertemos o tempo no “senhor da verdade”: temos ou não temos.  Você já pensou em algo prático e adaptável ao seu tempo que lhe proporcione alívio do estresse, fim de dores musculares, sonho mais tranqüilo, mais disposição e qualidade de vida? "


TIAGO GOMES -TERAPIAS 
 CEL: (21) 75282345
  

CUIDE DE SEU CORPO!!!!
http://serysentirseextranjero.blogspot.com/2010/09/el-amor-y-las-enfermedades.html 

terça-feira, 11 de maio de 2010

PROJETO NOVE: Grupos Terapêuticos para Mulheres...














O espaço educacional e terapêutico para o desenvolvimento pessoal e profissional da mulher - CONTEXTO CORPORAL - lhe convida a  participar da divulgação do PROJETO 9: Grupos terapêuticos para mulheres em estado de vulnerabilidade física; emocional; econômica e social-.
Porque projeto 9?
Nove como número simbólico nos remete ao final de um ciclo e inicio de outro, à gestação e desenvolvimento intra-uterino, ao crescimento.  Desde 2008 CONTEXTO CORPORAL oferece um espaço terapêutico gratuito para mulheres que por situações econômicas, pessoais ou sociais não têm possibilidades de um atendimento psicológico. Nossa proposta de atendimento comunitário tem como objetivo principal promover o crescimento emocional destas mulheres. Em cada encontro estimulamos e potencializamos seu desenvolvimento de forma  integral, sua valoração aceitação,  autoestima, respeito e solidariedade.
Perfil das participantes:

Mulheres Jovens e adultas desempregadas sem ou com baixa remuneração

Mulheres chefes de família com baixa renda.

Aposentadas sem ou com remuneração baixa.


Requisitos: 

Poder participar dos encontros grupais (são dois encontros mensais, cada encontro com uma duração de 2 horas) e poder compartilhar suas experiências de vida com outras mulheres.

Entrevista prévia: (21) 8112 9543